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Campanha: deixe seu filho pintar as paredes

7 jun

Ainda não tenho filhos, mas acho bem ruim quando os pais proibem a criança de desenhar em qualquer parede da casa. Para mim, é como não poder se sujar. E me parece fácil criar uma espécie de lousa ou quadro branco gigante, marcar uma parte inteira do quarto para ela se expressar sem neura.
Pois tenho certeza que na casa dessas garotinhas a coisa funcionou!

Aelita Andre tem 4 anos, faz arte desde os 11 meses e está com uma exposição na Galeria Agora, em Nova York. Foi comparada a Pollock, Kandinsky e Salvador Dalí.

O caso de Leilah Poulain é um pouco diferente, não menos notório. Foi a partir de um erro que agora ela exibe seu pinguim numa das galerias de arte contemporânea mais legais de Londres, a Saatchi. O que aconteceu é que na hora de transformar o desenho numa pintura digital particular, a mãe de Leilah se enganou e acabou subindo a “obra” numa competição nacional. Venceu e tá exposta ao lado de Damien Hirst. Bom, né?

Valeu, Isa e Isis por dividirem as notícias no fb! <3

Desenrolando

27 mai
ReproduçãoA brincadeira que dá nome ao livro você conhece e, portanto, dispensa explicações. O que encanta nessa obra é como cada página surpreende. Sabe aquela ansiedade de quem não pode esperar para ouvir a frase que o jogador vai passar? Essa sensação é exatamente a mesma ao folhear as páginas. É o pirata que fala no ouvido do bobo da corte, que fala para o rei, que fala para o papagaio, para o índio, para a mulher toda arrumada até na chegar no lobo, que continua essa história (e não sou eu quem vai contar tudinho!) Mas adianto: não há textos, só imagens.
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A ideia de Ilan Brenman em ter vários personagens e transformar o telefone sem fio num livro, da Cia. das Letrinhas, é ótima. E observar cada figura, impressa num formato bem bacana (com mais de 35 cm de altura) é coisa linda, principalmente porque as pinturas do Renato Moriconi são obras de arte.

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No final, o que fica é aquele sorriso de canto, de quando chega a hora de revelar o que se entendeu da corrente. E nunca, nunquinha, é como tudo começou. Então a brincadeira, de desenrolar a história, não tem fim (o que é uma delícia!).

A partir de: 3 anos

Ih, sujou!

14 abr

Eu não sei desenhar, mas a pintura nunca ficou de fora da minha vida. Costumo andar com canetinhas e algum caderno de colorir na bolsa. É como um passatempo de palavras cruzadas, mas que no caso me distrai muito mais. Preencher ali cada canto, sem passar da borda, requer concentração – e eu acho ótimo quando percebo que minha cabeça viajou pro mesmo lugar da ilustração e minha única preocupação é escolher que cor melhor combina com ela. Enfim, se eu pudesse indicar um caderinho, seria este aqui. É meu preferido, um tipo fanzine de folhas bem lisinhas e traços divertidos, que comprei um dia na Choque Cultural. Tudo que sei é que o artista italiano Göla veio pra São Paulo e deixou uns exemplares pra vender por lá.

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No entanto, conheci há algum tempo os livros do Ed Emberley. E descobri com esse cara que desenhar é possível, mesmo quando você acha que o talento não veio pra você. Mas antes de continuar, me responda: o que você vê abaixo?

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Eu vejo quatro marcas de dedos, três bolinhas e alguns traços feitos com canetinha. E, sim, os ratinhos mais simpáticos e perfeitos da história!

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Editado pela Panda Books, este livro do Ed ensina a desenhar com as pontas dos dedos. Basta molhar as digitais no guache, seguir seus passos e plim: todo mundo pode desenhar. Eu já tentei e deu supercerto! Me inspirei tanto que comecei a criar outros personagens, modifiquei os traços e a coisa toda foi ficando cada vez mais divertida. Se não tiver guache, uma almofada de tinta pra carimbo funciona!

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Ed é gênio e não parou nos bichinhos. Ele publicou vários livros com temas diferentes, como este de personagens. E é sempre assim, passo a passo, bem simples, até chegar no desenho final.

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Faces também é bem engraçadinho…

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E por último, o mais recente até onde eu sei, o de monstros. Dê só uma olhada no que ele consegue fazer com o Frankenstein usando duas cores e formas geométricas! Nas mãos do Ed, tudo parece mais fácil. E, para mim, a ideia de fazer arte e criar histórias a partir dos desenhos parece perfeita!

Mundo de cor

5 abr

Histórias sem palavras também costumam chamar minha atenção. E quando penso nisso, junto “ilustração + criança” e tenho dois nomes: Keith Haring e Marcelo Cipis. Claro que há muitos outros bons artistas que fazem isso por aí. Estou usando apenas minha memória de afeto.

No caso do Keith, eu acho incrível como suas formas inspiraram uma série de gente da cena urbana. Mas acho mesmo sensacional a forma como ele vê a criança e faz com que ela enxergue sua obra (construir uma narrativa a partir de uma obra de arte é delicioso e eu recomendo!).

(Sobre a foto abaixo, frases de duas crianças entrevistadas por mim / Trecho da matéria sobre Keith Haring, publicada originalmente no Estadinho do dia 31/7/10).

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“Vejo uma pirâmide. Acho que é feita de queijo e todo mundo está ali para comer. Ou é uma pirâmide que parece que é uma puma e todo o mundo quer matar. E um monte de alienígena quer pegar.”
Pedro Vergara Rocha, 12 anos

“Olha só, tem dois discos voadores destruindo as pirâmides egípcias e mostrando sua força!”
Pedro Henrique Bonadio Ramos Miguel, 11 anos

E como eu ia dizendo…  Keith desenhava quadrinhos pela casa desde pequeno. Cresceu, saiu pintando o metrô de Nova York, as ruas de vários países, mas nunca deixou de ser criança. Sua ligação com o mundo infantil é tão grande que há várias fotos e relatos do artista criando ao lado de crianças – sempre com traços simples, muitas vezes geométricos e quase sempre coloridos, por de mais. Ele gostava tanto disso que em seu site há uma seção Kids, onde é possível colorir seus próprios desenhos.

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Conheço dois livros do Keith para as crianças que são bem legais. Este aí de cima,  Ah, Se a Gente Não Precisasse Dormir, é sobre a história dele e a arte pop urbana. Conta como ele começou, explica um pouco o graffiti e faz interpretações de suas obras. Perfeito se você quiser saber mais sobre o artista e passar minutos pirando no significado das pinturas.

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Porém, se for para ter acesso a um baú de histórias do jeito que Keith gostava, O Livro da Nina para Guardar Pequenas Coisas é a coisa mais legal do mundo, pois as aventuras ali têm outro sabor. Nina é uma garota sem começo, meio e fim. E o livro é um diário que recolhe de flocos de neve a trevo de quatro folhas e papéis de bala. Cada coisa tem seu nome, seu valor. Nina, na verdade, é filha do pintor italiano Francesco Clemente, que era amigo de Keith. E foi de presente de aniversário de 7 anos que o artista resolveu entregar a obra à garota, como um diário personalizado com adesivos, fotos e lembranças. Daí surgiu a ideia de “recriá-la”, fazendo um fac-símle que chegou às livrarias pela Cosac, a mesma do primeiro livro.

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Devo dizer que me empolguei aqui e, portanto, vou deixar o Cipis para o próximo post. Mas antes, quero começar uma outra história e registrar que  vejo abaixo um ritual da fertilidade ou uma comemoração mexicana (por causa do sombreiro) realizada no Dia das Mães! E você?

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