A agenda do Beto diz que o Andersen publicou seu primeiro livro em 1 de dezembro de 1935. O ano eu posso confirmar, mas o dia, para mim, é dúvida. Em todo caso, lembrei de uma matéria que fiz sobre o pai dos contos de fadas, enquanto trabalhava no Estadinho com a Aryane Cararo (minha ex-chefe, editora do caderno, parceira nessa reportagem).
Soldadinho de Chumbo, Pequena Sereia… Mais do que adaptar contos populares, ele criava as histórias. E fazia isso brincando de teatro de sombras com as caixas de sapato do seu pai. Talentoso, teve o estudo financiado e se tornou imortal. Mas nunca deixou de ser o Patinho Feio.
Faz tempo que ensaio me arriscar no desenho, naquele feito de traço fofo e infantil, uma coisa meio kawaii e que eu amo, amo. Pois foi isso que fiz hoje! Inspirada no livro Illustration School – Let’s Draw Cute Animals, coloquei no mundo meu primeiro personagem ilustrado!
O Kombi ainda tá meio quadrado, suas orelhas podem crescer um pouco e, quem sabe, as pernas serem mais parecidas. Só que neste momento é isso o que temos. Acho que ele não vai se importar se eu passar alguns dias mudando um pouco sua aparência e até trocando essa coleira de peixe por algo mais charmoso. Ele me parece simpático e tem focinho de coração, ou seja, vou ficar amiga dele e ver no que dá!
Sobre desenhar, é uma pena que a gente cresça e substitua totalmente o desenho pela escrita. Desenhar é nossa primeira linguagem, forma de comunicação. É quando a gente coloca coisas para fora, se expressa (fazendo sentindo ou não), trabalha toda a imaginação e cria no papel um mundo cheio de possibilidades. Se fôssemos mais estimulados nas escolas (não só quando pequenos) talvez pudéssemos fazer as três coisas muito bem: desenhar, ler e escrever.
Durante os dois anos que passei no Estadinho, a parte mais gostosa do trabalho sempre foi abrir os envelopes que chegavam com desenhos. E depois ficou ainda melhor quando criamos um flickr para poder publicar as inúmeras obras de arte que pipocavam em nossas mesas. Aliás, eu recomendo uma visita ao flickr diariamente. Se você gosta de desenho infantil, ele é um acervo lindo e inédito, uma coleção de cor e sensibilidade!
Sobre o livro que me inspirou (esse aí de cima), indico ele e os outros dois títulos da artista Sachiko Umoto (pessoas felizes e plantas e pequenas criaturas). São incríveis, fáceis de seguir e cheios de delicadeza e humor.
Ah, só como registro, o post vai para a Baleia, a cachorra mais linda e incrível do mundo, que me aprontou essa quando eu estava de partida:
Saiu ontem no Estadinho de papel uma minientrevista (essa aí de cima) que eu fiz com a autora e ilustradora Janaina Tokitaka. Como o espaço era pequeno, resolvi usar as “folhas” do blog para publicar o que não saiu no papel. É uma conversa com a autora de Coelhos Lunares e de outros ótimos livros que eu adoro. Quase sempre com aquarela e nanquim, seu traço é divertido, os personagens, expressivos. Mas o que mais me encanta nesse último livro é o fato de ele ser sobre uma tradicional lenda japonesa de outono.
Clique aqui para ler direto no blog do Estadinho, onde há mais um bocado de coisa legal para as crianças.
Há dois meses que eu escrevi para o Estadinho sobre os tablets e os livros disponíveis para crianças. De lá pra cá, tenho acompanhado as novidades e, embora este seja o ano dos e-books (várias editoras apostam em projetos), ainda há pouca coisa no mercado brasileiro e, principalmente, em português. Na época, pesquisei no iTunes e na loja da Amazon (além de vários outros sites) por mais de 10 horas. Consegui listar algumas coisas bacanas, como o livro A Menina do Narizinho Arrebitado que, até agora, é a melhor produção infantil no que se entende de tablet – na versão lite, há várias surpresas e brincadeiras de tela (com peixinhos que você arrasta, letras para embaralhar, foco de luz que surge com o toque dos dedos e mais um monte de fofuras). Ah, sim, estou esperando a versão do Quem Soltou o Pum, que falei há pouco.
Lance é que em inglês a coisa melhora bastante. E só estou falando do idioma, sem entrar no mérito que se você tem iPad e uma caixa-postal americana, o número de livros e apps disponíveis na loja regional dos Estados Unidos é incomparável ao do Brasil. E pra entender melhor isso, você pode ler o texto que o Gui Werneck fez para o mesmo Estadinho.
O que tem de mais legal em inglês? Bom, deixando de lado Alice, Toy Story e outros modelos, vou falar de duas coisas que eu adoro (e as crianças também). A primeira é a Dinopedia, uma enciclopédia de dinoussauros da National Geographic, que é o máximo. Estão catalogados 700 dinos e todas as respectivas informações. Quer saber o que eles comem, quanto eles medem, o que costumam fazer? Tá tudo lá. Mas a parte mais curiosa é que você pode formar uma família de dinossauros, de acordo com a sua, só arrastando os personagens de um lado pro outro. As ilustrações são reais, é tudo bem bonito, viu? E só custa US$5,99. Olha aí:
Agora, se tratando de um dos meus livros favoritos, seria difícil mesmo que eu não me encatasse com Como Treinar o Seu Dragão. Eu acho que, na verdade, Cressida Cowell é uma espécie de feiticeira que vive em algum castelo medieval. Acho que ela passa o dia vendo batalhas vikings e trabalhos manuais para tirar daí todas as receitas do mundo – uma delas é como escrever bem para crianças e a outra é como transformar um garoto chamado Soluço no maior herói de um povo bárbaro. Bem, vou falar mais sobre a série de oito livros a qualquer momento. Por enquanto, fica o registro da versão pro iPad (que não é uma maravilha em recursos), mas funciona muito bem para quem quer apenas ler a história, só quer ouvir a narração ou quer ver cada imagem belíssima, como se fosse um álbum. E por menos de US$1.