Sem artifício ou malícia, me pego de olho em tudo que é ilustração. E misturo minha vontade de brincar com as palavras com a frase-brincadeira de muitos designers por aí. “Quero saber da imagem, e só”. Fato é que só não sou designer frustrada porque gosto demais do que faço, obrigada. Mas a arte, os tipos e toda essa mistura de composição trazida pela imagem tocam meu coração.
Depois de meses enrolando a mim mesma, coloco no ar este humilde blog, que por enquanto não tem pretensão sequer de ser um espaço de discussão sobre a literatura infantil – aberto, inclusive, às crianças. Claro que vou adorar saber que alguém se interessa pelas coisas que escrevo. Mas minha ideia é guardar o que vejo, fazer uma espécie de pasta-sanfona digital, vez que minha cabeça já não funciona, há tempos, como eu gostaria.
De agora em diante, vai ser assim. Vou contar o que vejo e penso de modo categórico, mas sempre com emoção. São elas as minhas estantes:
- Marca-livro (só uma nota, coisa rápida para lembrar)
- Audiobook (é audiobook, né?)
- Contos de fadas (porque merecem um espaço só para eles)
- Eu só queria contar (coisa pouca)
- Filme de livro (uma coisa leva à outra)
- Fotografia (minha arte preferida, depois da ilustração)
- Ilustração (cada vez melhor)
- iPad (o que tem por aí)
- Já contei por aí (matérias, entrevistas, textos e afins que já publiquei)
- Lançamentos (porque é bom saber)
- Livro digital (iPad e outros)
- Resenhas (quando eu estiver mais séria)
- Videobook (tem bons por aí?)
- Você me conta (quer falar de um livro? eu publico! / entrevistas também cabem aqui!)
Sabendo disso, deixa eu esclarecer a capa do meu post de estreia. Sempre me interessei por arte. O trabalho, como repórter de Visuais, no Estadão, impulsionou e muito essa prática. Até que, mais uma vez, o trabalho me jogou para um outro lado que tinha tudo a ver com isso: as crianças. Fui parar no Estadinho e, com a proposta de ajudar a desenvolver seu novo projeto gráfico e editorial, acabei descobrindo meu mundo: o diálogo entre a arte e literatura infantil.
O livro Era uma vez uma capa merece abrir minha biblioteca de posts justamente por ter sido escrito por um professor inglês de design chamado Alan Powers, que resolvou mostrar a inserção entre texto e imagem nos livros publicados para o público infanto-juvenil. Bingo!
São 200 anos de história e mais de 400 títulos comentados (sinopse, papel, encadernação, diagramação, tipologia, coloração, uau!) que, muito mais do que um panorama, é um registro histórico e cheio de referências e repertório para levar no bolso – pena que mede quase 30 cm e tem 144 página – pena? Bem…
No site da Cosac, há uma entrevista de 2008, em que Powers conta como foi produzir essa bíblia. Vale a pena ver como o cara pensa e, claro, separar sua nova edição de cabeceira.
(eu tenho esse livro desde que foi lançado no Brasil. Mas lembrei de como é importante ontem, durante minha aula de Arte e Literatura Infantil).

