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O que eu tenho para contar?

26 mar

Foram dois meses e muitas coisas para fazer e pensar. Fevereiro, pra quem não sabe, foi de dor profunda. Perdi meu pai e tive de encontrar força no fundo do baú pra encarar tudo, voltar a respirar. Passei três semanas no Brasil e tinha na sequência uma viagem à Itália, uma semana de trabalho intenso na Feira de Bolonha, uma semana de lembranças intensas – já que a Itália era o sonho dele, sonho que ele iria realizar em maio. Respira fundo, chora um pouquinho entre uma conversa e outra, saboreia o prato preferido dele, sonha que revela um filme e ele aparece na fotografia (sorrindo ao lado) e paciência, segue o caminho.

O texto sobre meu pai, que não é muito a cara deste blog, foi publicado no jornal da cidade em que ele vivia. Porque todos queríamos homenageá-lo de alguma forma. E eu conto assim porque ainda é tão recente, que quando vejo me pego falando disso. Não é pra justificar a ausência nesses meses – porque culpa é palavra que não existe por aqui. É saudade mesmo!

Mas Bolonha, esta sim merece um texto logo mais. Vai sai na Emília, uma espécie de diário, que depois coloco no Eu Conto Assim. Enquanto isso, se você quiser saber como foi o congresso que fala sobre livros digitais e quem venceu o Prêmio Andersen, é só clicar nas matérias que fiz para o PublishNews: TOC e Prêmio. Muitas outras virão. Mas isso eu conto depois.

E vale lembrar: o livro Quem Soltou o Pum no iPad, da Cia. das Letrinhas, único brasileiro na lista de 20 indicados, levou menção honrosa e terceiro lugar no prêmio do TOC sobre o melhor livro digital do ano! Veja a matéria do Estadinho.

Agora, se quiser pular tudo e sorrir com uma garotinha e sua imaginação fantástica, fique à vontade!

De Londres, a Frances Lincoln

18 dez

Caterina Favaretto entre Janet e Holly!

O sumiço eu já explico: passei três semanas estudando uma das editoras de livros infantis mais legais do Reino Unido. Já fiz outras matérias desde que cheguei em Londres, mas essa era especial e pedia um raio-x dos 34 anos de uma empresa. É por isso que comemoro a publicação com um sorrisão no rosto. Afinal, foram dias em cima de textos e catálogos, horas de entrevista, cafés e chás. E tudo com a ajuda de uma pessoa muito doce e gentil chamada Caterina Favaretto, gerente de Foreign Rights (não tem palavra em português que seja equivalente ao trabalho dela, sério!) da Frances Lincoln.

Começa assim:

Da estação de metrô Kentish Town à sede da Frances Lincoln são cinco minutos de caminhada por uma via tranquila e de casinhas originalmente inglesas: tijolos vermelhos à vista, jardim na porta, janela para a rua, nada de portão. A entrada da editora é  bastante convidativa. A ruela desemboca numa charmosa vila, onde uma construção se esparrama na horizontal para abrigar diferentes tipos de negócio.

A Frances Lincoln fica no número 4 da Torriano Mews, no norte de Londres – região que adotou na maior parte dos seus 34 anos de existência. Ali na vila, 40 funcionários e alguns freelancers trabalham para que a editora publique em média 150 títulos por ano, dos quais 100 são para o público adulto e 50 para o infantil. E assim faturar £7 milhões por ano – ou cerca de R$ 20 milhões.

Vá para a Emília e leia a reportagem completa.

Livros para começar

23 nov

Aqui no Reino Unido, toda criança tem direito a um pacote de livros grátis. Funciona assim: se o pediatra não entregar, os pais podem solicitar na biblioteca pública mais perto de casa. E depois, entre três e quatro anos, pouco antes de a criança entrar na escola, um novo pacote é entregue. Tudo para ajudar a família a explorar a leitura em casa. Além dos livros, tem dicas e uma espécie de clube online para reunir atividades e interesses.

Foi sobre isso que eu falei na Revista Emília. Clique aqui para ler.

Emília

4 out

Você conhece a Revista Emília? É uma iniciativa de pessoas corajosas e loucas por leitura e literatura infantojuvenil. Juntas, elas criaram uma publicação digital para promover o assunto, formar leitores e mostrar o que há de qualidade nos livros para crianças e jovens. É, digamos assim, um lugar que você não pode deixar de visitar.

Aqui de Londres, entre uma pesquisa e outra, eu fico bastante feliz em dizer que faço parte do quadro editorial da Emília. Aos poucos os textos vão aumentando, mas recentemente eu publiquei um panorama sobre iPads. Dá uma olhada lá e aproveita para devorar todas as outras seções. Tá tudo bem fresquinho!

A cada 15 dias, às segundas

23 mai

Reprodução

Você pode dar uma passadinha no PublishNews para ver o que a Dolores Prades (editora e consultora na área de literatura para crianças e jovens) tem a dizer. Estreou hoje sua coluna “Pequenos grandes leitores”. Coordenadora do projeto Conversas ao Pé da Página, Dolores agora vai escrever quinzenalmente sobre o mercado editorial, além de refletir sobre o que envolve esse tema e a formação de leitores, o que é demais para qualquer pessoa que se interessa por literatura infanto-juvenil.
O primeiro texto fala sobre  o livro digital infantil, tema que ela ouviu bastante ao participar do TOC, em Bolonha. Dá, portanto, pra entender um bocado de coisa (se você clicar aqui).

Fora isso, a novidade é que ela também vai lançar em junho uma revista eletrônica chamada Emília. Ié!

(A imagem acima é da Timbuktu, a “primeira revista para iPad para crianças. Falei dela aqui. Quer saber mais sobre crianças e tablets? Post 1 e depois post 2).

Abriu a porteira

1 abr

Reprodução

O Mundo do Sítio entrou no ar hoje. Mas se este é um blog de arte e histórias infantis, o que uma rede social está fazendo aqui? Bem, já ganhou só por ser um espaço virtual dedicado ao escritor Monteiro Lobato. Acontece que esse quintal da internet não tem só jogos e brincadeiras. Ele também é um espaço de contação, em que as histórias do Sítio são narradas pela atriz Denise Fraga (e é uma delícia porque ela lê como se estivesse contando para os filhos).

Como a coisa funciona? Você faz cadastro, cria seu avatar e bora brincar com a Emília. De cara, você ganha uma casa na árvore. Pode passar pelo Reino das Águas Claras e escolher algumas das 20 brincadeiras (educativas) até se mandar para a biblioteca do Visconde, cheia de livros com ilustrações animadas e trilha própria. Dá para ler, ouvir ou acompanhar a narração com legendas sublinhadas. E no final visitar o museu para ver as curiosidades sobre a vida do escritor.

Acho que, desta vez, a frase dele “Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar” vai pegar.

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