Na semana passada, uma amiga me mostrou a Timbuktu e eu comecei a espalhar a novidade para todos os amigos que têm filhos (ou não) e iPad (ou não). É que essa revista feita especialmente para crianças está dentro da categoria “arte e conteúdo para todos”. Me animei por demais ao ver que, aos poucos, as coisas estão sendo feitas.
Se ela é, de fato, a primeira revista de iPad para crianças, eu não posso confirmar. Mas é assim que a editora-chefe Elena Favilli começa o vídeo abaixo. Os textos são editados da Itália e as ilustrações vêm de várias partes do mundo. E é tudo superbem sacado, informativo e divertido, já que crianças não separam aprendizado de entretenimento. A produção da foto para a matéria da Índia é especial. E a seção Ask Aunt Rita também! Porque dar respostas nonsense para crianças não uma tarefa para qualquer um (baixe o app, divirta-se e entenda melhor o que estou dizendo).
E se você se interessar por ela, não pode deixar de conhecer a britânica Anorak (minha predileta): “the happy mag for kids”. No mesmo esquema de arte e informação, a revista é linda e tem diferentes números temáticos – tenho uma edição impressa, só sobre insetos (que a Isa me trouxe de Londres), e prometo fotografar e atualizar este post em breve. Mas na loja do iTunes você já encontra várias edições e livros de atividades disponíveis.
Há dois meses que eu escrevi para o Estadinho sobre os tablets e os livros disponíveis para crianças. De lá pra cá, tenho acompanhado as novidades e, embora este seja o ano dos e-books (várias editoras apostam em projetos), ainda há pouca coisa no mercado brasileiro e, principalmente, em português. Na época, pesquisei no iTunes e na loja da Amazon (além de vários outros sites) por mais de 10 horas. Consegui listar algumas coisas bacanas, como o livro A Menina do Narizinho Arrebitado que, até agora, é a melhor produção infantil no que se entende de tablet – na versão lite, há várias surpresas e brincadeiras de tela (com peixinhos que você arrasta, letras para embaralhar, foco de luz que surge com o toque dos dedos e mais um monte de fofuras). Ah, sim, estou esperando a versão do Quem Soltou o Pum, que falei há pouco.
Lance é que em inglês a coisa melhora bastante. E só estou falando do idioma, sem entrar no mérito que se você tem iPad e uma caixa-postal americana, o número de livros e apps disponíveis na loja regional dos Estados Unidos é incomparável ao do Brasil. E pra entender melhor isso, você pode ler o texto que o Gui Werneck fez para o mesmo Estadinho.
O que tem de mais legal em inglês? Bom, deixando de lado Alice, Toy Story e outros modelos, vou falar de duas coisas que eu adoro (e as crianças também). A primeira é a Dinopedia, uma enciclopédia de dinoussauros da National Geographic, que é o máximo. Estão catalogados 700 dinos e todas as respectivas informações. Quer saber o que eles comem, quanto eles medem, o que costumam fazer? Tá tudo lá. Mas a parte mais curiosa é que você pode formar uma família de dinossauros, de acordo com a sua, só arrastando os personagens de um lado pro outro. As ilustrações são reais, é tudo bem bonito, viu? E só custa US$5,99. Olha aí:
Agora, se tratando de um dos meus livros favoritos, seria difícil mesmo que eu não me encatasse com Como Treinar o Seu Dragão. Eu acho que, na verdade, Cressida Cowell é uma espécie de feiticeira que vive em algum castelo medieval. Acho que ela passa o dia vendo batalhas vikings e trabalhos manuais para tirar daí todas as receitas do mundo – uma delas é como escrever bem para crianças e a outra é como transformar um garoto chamado Soluço no maior herói de um povo bárbaro. Bem, vou falar mais sobre a série de oito livros a qualquer momento. Por enquanto, fica o registro da versão pro iPad (que não é uma maravilha em recursos), mas funciona muito bem para quem quer apenas ler a história, só quer ouvir a narração ou quer ver cada imagem belíssima, como se fosse um álbum. E por menos de US$1.