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Galeria de ilustrações

18 jul

Parece uma vitrine. A diferença é que você pode tocar em muita coisa, olhar bem de pertinho, quase encostar o nariz. Para quem está em São Paulo, um passeio obrigatório é o do Sesc Belenzinho. A exposição Linhas de histórias – Um panorama do livro ilustrado no Brasil prova como a literatura infantojuvenil vem se sofisticando cada vez mais, desde os anos 1970.
Visitei a mostra no sábado e recomendei no blog do Estadinho.

Quer saber mais sobre o livro ilustrado? A francesa Sophie Van der Linden dá uma aula em Para Ler o Livro Ilustrado e Alan Powers não deixa por menos em Era Uma Vez Uma Capa, meu primeiro post.

Tá na capa

26 mar

Sem artifício ou malícia, me pego de olho em tudo que é ilustração. E misturo minha vontade de brincar com as palavras com a frase-brincadeira de muitos designers por aí. “Quero saber da imagem, e só”. Fato é que só não sou designer frustrada porque gosto demais do que faço, obrigada. Mas a arte, os tipos e toda essa mistura de composição trazida pela imagem tocam meu coração.

Depois de meses enrolando a mim mesma, coloco no ar este humilde blog, que por enquanto não tem pretensão sequer de ser um espaço de discussão sobre a literatura infantil – aberto, inclusive, às crianças. Claro que vou adorar saber que alguém se interessa pelas coisas que escrevo. Mas minha ideia é guardar o que vejo, fazer uma espécie de pasta-sanfona digital, vez que minha cabeça já não funciona, há tempos, como eu gostaria.

De agora em diante, vai ser assim. Vou contar o que vejo e penso de modo categórico, mas sempre com emoção. São elas as minhas estantes:

  • Marca-livro (só uma nota, coisa rápida para lembrar)
  • Audiobook (é audiobook, né?)
  • Contos de fadas (porque merecem um espaço só para eles)
  • Eu só queria contar (coisa pouca)
  • Filme de livro (uma coisa leva à outra)
  • Fotografia (minha arte preferida, depois da ilustração)
  • Ilustração (cada vez melhor)
  • iPad (o que tem por aí)
  • Já contei por aí (matérias, entrevistas, textos e afins que já publiquei)
  • Lançamentos (porque é bom saber)
  • Livro digital (iPad e outros)
  • Resenhas (quando eu estiver mais séria)
  • Videobook (tem bons por aí?)
  • Você me conta (quer falar de um livro? eu publico! / entrevistas também cabem aqui!)

Sabendo disso, deixa eu esclarecer a capa do meu post de estreia. Sempre me interessei por arte. O trabalho, como repórter de Visuais, no Estadão, impulsionou e muito essa prática. Até que, mais uma vez, o trabalho me jogou para um outro lado que tinha tudo a ver com isso: as crianças. Fui parar no Estadinho e, com a proposta de ajudar a desenvolver seu novo projeto gráfico e editorial, acabei descobrindo meu mundo: o diálogo entre a arte e literatura infantil.

O livro Era uma vez uma capa merece abrir minha biblioteca de posts justamente por ter sido escrito por um professor inglês  de design chamado Alan Powers, que resolvou mostrar a inserção entre texto e imagem nos livros publicados para o público infanto-juvenil. Bingo!

São 200 anos de história e mais de 400 títulos comentados (sinopse, papel, encadernação, diagramação, tipologia, coloração, uau!) que, muito mais do que um panorama, é um registro histórico e cheio de referências e repertório para levar no bolso – pena que mede quase 30 cm e tem 144 página – pena? Bem…

No site da Cosac, há uma entrevista de 2008, em que Powers conta como foi produzir essa bíblia. Vale a pena ver como o cara pensa e, claro, separar sua nova edição de cabeceira.

(eu tenho esse livro desde que foi lançado no Brasil. Mas lembrei de como é importante ontem, durante minha aula de Arte e Literatura Infantil).

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