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Vedem e Kamarád

3 nov

Hoje eu não vou falar de uma revista bonitinha, de ilustrações e textos superdivertidos, do zine mais legal que eu descobri!
Também não vou falar muita coisa. Vou deixar isso pra autora do blog Cidades do Leste, uma jornalista ponta firme que eu conheci rapidamente no Brasil, enquanto ela estudava Mídia e Infância e queria, portanto, analisar os jornais infantis.

Nessas aproximações via facebook, ela chegou até o Eu conto Assim e eu fui rapidinho ver o Cidades do Leste, que fala de Educação, História, Política, Cultura, Design e outras coisas que a Juliana vê enquanto vive em Praga.

Tudo ali no blog é superinteressante. Mas me chamou mais a atenção duas publicações (Vedem e Kamarád) feitas por crianças e adolescentes nos tempos de guerra, “que viviam no gueto de Terezín, o maior campo de concentração em terras tchecas, na região de  Ústí nad Labem, que chegou a receber 155 mil prisioneiros”, como Juliana descreve.

Como era proibido qualquer manifestação de arte e educação, esse material foi produzido às escondidas. E é incrível saber que hoje está disponível online.

Clique aqui no blog da Juliana para ler tudinho, inclusive uma tradução emocionante que retrata bem o que se passava para uma das crianças entre 1942 e 1944.

Não é um post fácil para ninguém e você pode achar que escapa um pouco das fofuras que eu conto aqui. É verdade! Mas até hoje, nada que se refere à infância foi mais emocionante do que esse registro.

Emília

4 out

Você conhece a Revista Emília? É uma iniciativa de pessoas corajosas e loucas por leitura e literatura infantojuvenil. Juntas, elas criaram uma publicação digital para promover o assunto, formar leitores e mostrar o que há de qualidade nos livros para crianças e jovens. É, digamos assim, um lugar que você não pode deixar de visitar.

Aqui de Londres, entre uma pesquisa e outra, eu fico bastante feliz em dizer que faço parte do quadro editorial da Emília. Aos poucos os textos vão aumentando, mas recentemente eu publiquei um panorama sobre iPads. Dá uma olhada lá e aproveita para devorar todas as outras seções. Tá tudo bem fresquinho!

Zine para ler e desenhar

7 jun

Foi jogando “zine + kids” que o Cool Hunting me deu de presente a R.A.D. (aka Read and Draw), produzida em Nova York, vendida em lojas como a Sweet William e em feiras como a Brooklyn Flea. Mas como estamos no Brasil, o que nos resta é a ótima opção de baixar tudo no blog, como eles mesmos sugerem.
Mistura de conteúdo temático + coloring book, ela incentiva a criança a trabalhar a imaginação e criar, criar, criar. Dá só uma olhada na apresentação:

iSamSam

25 mai

A editora mais legal de livros e revistas infantis, a francesa Bayard, tá levando o menor herói da história para tudo que é dimensão (ou no caso, plataforma). SamSam é uma coisa pitica e vermelha, parecida com uma maçã. De uma animação de computador, em 3D, ele ganhou espaço na televisão. E a série já foi vendida para cerca de 15 países. Agora, SamSam também está disponível em joguinhos para iPad e iPhone, numa espécie de bolinha tip-tap, em que o personagem monta feito catapulta para atingir o inimigo. Mas este é o mais recente lançamento. Em janeiro, a Bayard colocou SamSam em outras duas brincadeiras para tablet: uma luta com marcianos e uma batalha no espaço.

Se você não conhece as revistas da Bayard, eu recomendo a Pomme D’Api (de SamSam) e a Astrapi (que é muito incrível). Se bem que é difícil escolher. Na verdade, recomendo todas (e são muitas, viu?!). Elas são divididas por faixa etária e sempre trazem quadrinhos – uma linguagem muito forte na França, que faz com que os pais incentivem isso nos filhos. Só para se ter uma ideia, uma tirinha bem famosa por lá, a Mandarine & Co, virou programa de tevê no canal 3 francês…

Voltando ao menor dos grandes heróis, a página do SamSam é bem completa e cheia de atividades para as crianças. Basta fazer o cadastro para ter direito a tudo. E se quiser ver como é o programa na televisão, clique aqui.

A cada 15 dias, às segundas

23 mai

Reprodução

Você pode dar uma passadinha no PublishNews para ver o que a Dolores Prades (editora e consultora na área de literatura para crianças e jovens) tem a dizer. Estreou hoje sua coluna “Pequenos grandes leitores”. Coordenadora do projeto Conversas ao Pé da Página, Dolores agora vai escrever quinzenalmente sobre o mercado editorial, além de refletir sobre o que envolve esse tema e a formação de leitores, o que é demais para qualquer pessoa que se interessa por literatura infanto-juvenil.
O primeiro texto fala sobre  o livro digital infantil, tema que ela ouviu bastante ao participar do TOC, em Bolonha. Dá, portanto, pra entender um bocado de coisa (se você clicar aqui).

Fora isso, a novidade é que ela também vai lançar em junho uma revista eletrônica chamada Emília. Ié!

(A imagem acima é da Timbuktu, a “primeira revista para iPad para crianças. Falei dela aqui. Quer saber mais sobre crianças e tablets? Post 1 e depois post 2).

Revista kid + okay

11 mai

Reprodução

Reprodução

Nada de adesivos, plastiquinhos, minibrinquedos. Também não há ídolos mirins ou personagens da Disney, rosa para meninas e azul para os mocinhos. Na Okido, uma revista trimestral e que se define como “the arts & science magazine for kids”, a forma como os assuntos são apresentados é fantástica (e bem parecida com a minha queridinha Anorak, the happy mag for kids, outra inglesa).
O nome é uma junção das palavras “kid” and “okey-dokey”. E funciona muito bem para quem tem entre 3 e 7 anos. Temática, ela traz um assunto por vez: receitas, espaço, germes, emoções.
Para manter o espírito homemade-fun, a redação é pequena, melhor dizendo: se resume a uma cozinha. É que a revista é familiar e surgiu quando os pais do garotinho Emil notaram, durante uma visita ao Marrocos, que o mercado de revistas para crianças era quase nulo. Voltaram para Inglaterra e começaram a criar. Além da escolha dos assuntos, um ponto fortíssimo é a ilustração.
Eu não tentei comprar ainda, nem peguei um exemplar sequer em mãos. Mas pude ler boa parte num oferecimento da casa, bastou clicar aqui. Se o seu filho já é bilíngue, ótimo. Caso contrário, não é nem um pouco difícil encontrar inspiração nas páginas da Okido e trazer isso pra rotina da criança. Assim como algumas emoções, a brincadeira também pode falar uma língua só.

Reprodução

E tem mais! No site da revista, uma música altíssimo astral ilustra o tema da última edição.

Timbuktu, a primeira revista de iPad para crianças

11 abr

Na semana passada, uma amiga me mostrou a Timbuktu e eu comecei a espalhar a novidade para todos os amigos que têm filhos (ou não) e iPad (ou não). É que essa revista feita especialmente para crianças está dentro da categoria “arte e conteúdo para todos”. Me animei por demais ao ver que, aos poucos, as coisas estão sendo feitas.

Se ela é, de fato, a primeira revista de iPad para crianças, eu não posso confirmar. Mas é assim que a editora-chefe Elena Favilli começa o vídeo abaixo.  Os textos são editados da Itália e as ilustrações vêm de várias partes do mundo. E é tudo superbem sacado, informativo e divertido, já que crianças não separam aprendizado de entretenimento. A produção da foto para a matéria da Índia é especial. E a seção Ask Aunt Rita também! Porque dar respostas nonsense para crianças não uma tarefa para qualquer um (baixe o app, divirta-se e entenda melhor o que estou dizendo).

E se você se interessar por ela, não pode deixar de conhecer  a britânica Anorak (minha predileta): “the happy mag for kids”. No mesmo esquema de arte e informação, a revista é linda e tem diferentes números temáticos – tenho uma edição impressa, só sobre insetos (que a Isa me trouxe de Londres), e prometo fotografar e atualizar este post em breve. Mas na loja do iTunes você já encontra várias edições e livros de atividades disponíveis.

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