O sumiço eu já explico: passei três semanas estudando uma das editoras de livros infantis mais legais do Reino Unido. Já fiz outras matérias desde que cheguei em Londres, mas essa era especial e pedia um raio-x dos 34 anos de uma empresa. É por isso que comemoro a publicação com um sorrisão no rosto. Afinal, foram dias em cima de textos e catálogos, horas de entrevista, cafés e chás. E tudo com a ajuda de uma pessoa muito doce e gentil chamada Caterina Favaretto, gerente de Foreign Rights (não tem palavra em português que seja equivalente ao trabalho dela, sério!) da Frances Lincoln.
Começa assim:
Da estação de metrô Kentish Town à sede da Frances Lincoln são cinco minutos de caminhada por uma via tranquila e de casinhas originalmente inglesas: tijolos vermelhos à vista, jardim na porta, janela para a rua, nada de portão. A entrada da editora é bastante convidativa. A ruela desemboca numa charmosa vila, onde uma construção se esparrama na horizontal para abrigar diferentes tipos de negócio.
A Frances Lincoln fica no número 4 da Torriano Mews, no norte de Londres – região que adotou na maior parte dos seus 34 anos de existência. Ali na vila, 40 funcionários e alguns freelancers trabalham para que a editora publique em média 150 títulos por ano, dos quais 100 são para o público adulto e 50 para o infantil. E assim faturar £7 milhões por ano – ou cerca de R$ 20 milhões.

