Eu vou… continuar contando!

6 abr

E quando é que despedida é algo bom? Quando a gente migra pra um lugar de peito aberto, quando a gente escolhe ter os amigos bem juntinhos, na tentativa de unir forças para levar conteúdo bom para as crianças.

Pois hoje, oficialmente, o Eu Conto Assim vira seção. De agora em diante, ele é parte do Garatujas Fantásticas. Te vejo lá? Diz que sim!

Estou feliz da vida, você nem imagina! Obrigada por esse ano, foi incrível! <3

Contagem regressiva – Porque todo mundo cresce

2 abr

No Dia do Livro Infantil, eu só tenho uma coisa para dizer: o Eu Conto Assim.wordpress vai parar por aqui e eu estou feliz da vida! A ideia de juntar pessoas legais para criar uma espécie de conteúdo cultural, educativo, psicodélico e nonsense para crianças está começando a caminhar. O primeiro passo é a estreia do nosso coletivo, que entra no ar em dois ou três dias!

Estamos debruçados em configurações e, apesar de abrir minha boca – você pode imaginar a ansiedade -, quero manter a surpresa. Só não podia perder a chance de dizer que este, de fato, é o penúltimo post. Porque o próximo vai ser para dar o novo endereço. E também reforçar que foi simplesmente maravilhoso poder calatogar o que eu queria nessa minha pasta sanfona digital.

Foram 372 dias, 76 posts, 12.203 visitas até agora. E uma alegria que transborda em novos planos, novas conquistas. Feito esse pé de letras do André da Loba, artista que falou várias coisas interessantes na mesa-redonda dos ilustradores portugueses, em Bolonha. Assim como eu, ele vê o livro como um brinquedo. Mas um brinquedo grande, de ler, ouvir, sentir, um brinquedo que te leva para outro lugar, educa, diverte, faz sonhar, mostra o mundo por completo. Ai, ai, ai, o coletivo (?) vem aí!

Deixe uma luz acesa

29 mar

Nada, nadinha, é mais fácil e divertido do que brincar com as sombras. Você só precisa de uma luz baixa e o resto sai por conta da imaginação. Os personagens surgem, a narrativa vem, tem mistério e, não demora muito, gargalhadas.

Me lembro que quando fiz uma matéria sobre isso para o Estadinho, fiquei impressionada com o trabalho da alemã Lotte Reiniger, que em 1926 já fazia maravilhas com recortes e fotografias. O filme dela é uma preciosidade, veja só:

A matéria completa tá no blog do jornal.

Minha poeta mambira

29 mar

Se você vem sempre aqui, deve ter lido no post da boneca de barro um último comentário sobre minha avó. Dizia assim:

Memória. Quando criança, minhas férias eram no interior, rodeada de primos. E essa boneca poderia ser minha avó Belíria, que engatava deliciosas e assustadoras histórias do sítio em que ela cresceu. Pasmada, me lembro de manter os olhos fechados na hora da bola de fogo que corria o pasto e sumia no horizonte. Rapidamente, cobria meus pés com medo de um espírito puxar meu dedão. E puxava! Não o espírito, mas meus irmãos! Cada susto, coisa boa de lembrar!

Pois dito, a vozinha nunca deixou de contar histórias. Mas como os netos cresceram e perderam o medo de fantasmas (menos eu, que ainda me mordo toda!), os causos de sítio se transformaram em lindos poemas, genuínos. Vó Belíria tira do peito palavras que só um coração sem disfarce pode ter. É como se estivesse regando uma de suas orquídeas. Escorreita, esmerada.

No vídeo, que eu fiz questão de registrar mês passado, minha poeta é só amor. Mas um amor, assim, de ver nos olhos o homem da sua vida, carinhosamente apelidado por mim, desque que me conheço por pequena gente, do vô Chuchu, o eterno.

 

E lembrando: a poesia é um dos gêneros mais trabalhados com as crianças. É que a rima, aparentemente fácil de criar, encanta todo aprendiz de escritor, leitor. Pena que depois, nas escolas, ela fique um pouco de lado. Para mim, falar de poesia é falar também de haicai. E falar de haicai é falar de Leminski (que conheci melhor com o Beto e passei a amar), e de Alice Ruiz. Como uma coisa puxa a outra, lembrei da matéria que fiz sobre isso para o Estadinho, aqui.

Pegou, rabiscou

29 mar

Eu adoro dividir as coisas, começar algo e deixar para alguém terminar (ops, essa nem sempre é muito legal!). Mas, falando sério, adoro projetos colaborativos, gosto de trabalhar em dupla, de trocar textos e pensar junto, enfim, acho divertido poder compartilhar uma série de coisas.

Uma das minhas ideias, que ainda não posso contar, tem tudo a ver com isso. E fazendo uma pesquisa para ver se existia algo parecido, encontrei um site de doodles. Sabe, aqueles desenhos-rabiscos que você faz sem pretensão? Aqueles, que parecem rascunhos, obras inacabadas e que, por isso, são tão legais!?

A ilustradora Carmen Mok guarda um monte deles no DoodleDoodlers, um espaço onde ela recebe e divide os desenhos online. Se você gostou do que viu, pode pegar o rabisco e transformá-lo no que sua imaginação quiser. Depois, é só mandar para ela pra ser publicado. Foi assim que ela conheceu Maximo, um jovem e talentoso artista alemão, de 10 anos, o dono desse doodle aí de cima. No blog da Carmen tem mais. E tem até algumas fotos fofas, caso você queira ver a carinha dele.

Pikaland mais feliz

28 mar

Você conhece o Pikaland? Não? Pois bem, é o blog mais legal de arte e ilustração. Atenção, repitindo: o-ma-is-le-gal! Isso dito, pulemos para a próxima notícia. Notícia, não! Manchete! Tartaruga Feliz é a mais nova colaboradora do Pikaland. Como é isso? A ilustradora mais legal dentro do blog de ilustração mais legal, fácil de entender.

Já tem dois posts por lá (diretamente de Nova York) e eu não vou contar nadinha aqui. Pula pro André da Loba e depois pra  Cindy Sherman!

E, um pouco atrasada, esta aí sou eu! É que a Tartaruga resolveu catalogar os amigos num projeto gracinha chamado A Friend A Day! E eu tô lá no calendário de janeiro, na legenda: “Thata” is my favorite friend to talk about illustrations, animations, magazines and books for kids. She makes me feel less guilty for choosing to watch Pocoyo and Sponge Bob instead of an intellectual French movie. You can read her blog here and you can also cross your fingers for her to decide to actually start a certain project with me.

*Atualização: projeto em andamento! <3

O que eu tenho para contar?

26 mar

Foram dois meses e muitas coisas para fazer e pensar. Fevereiro, pra quem não sabe, foi de dor profunda. Perdi meu pai e tive de encontrar força no fundo do baú pra encarar tudo, voltar a respirar. Passei três semanas no Brasil e tinha na sequência uma viagem à Itália, uma semana de trabalho intenso na Feira de Bolonha, uma semana de lembranças intensas – já que a Itália era o sonho dele, sonho que ele iria realizar em maio. Respira fundo, chora um pouquinho entre uma conversa e outra, saboreia o prato preferido dele, sonha que revela um filme e ele aparece na fotografia (sorrindo ao lado) e paciência, segue o caminho.

O texto sobre meu pai, que não é muito a cara deste blog, foi publicado no jornal da cidade em que ele vivia. Porque todos queríamos homenageá-lo de alguma forma. E eu conto assim porque ainda é tão recente, que quando vejo me pego falando disso. Não é pra justificar a ausência nesses meses – porque culpa é palavra que não existe por aqui. É saudade mesmo!

Mas Bolonha, esta sim merece um texto logo mais. Vai sai na Emília, uma espécie de diário, que depois coloco no Eu Conto Assim. Enquanto isso, se você quiser saber como foi o congresso que fala sobre livros digitais e quem venceu o Prêmio Andersen, é só clicar nas matérias que fiz para o PublishNews: TOC e Prêmio. Muitas outras virão. Mas isso eu conto depois.

E vale lembrar: o livro Quem Soltou o Pum no iPad, da Cia. das Letrinhas, único brasileiro na lista de 20 indicados, levou menção honrosa e terceiro lugar no prêmio do TOC sobre o melhor livro digital do ano! Veja a matéria do Estadinho.

Agora, se quiser pular tudo e sorrir com uma garotinha e sua imaginação fantástica, fique à vontade!

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